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Tudo o que você precisa saber sobre o cobogó, o elemento vazado que é a cara do Brasil.

O cobogó é um elemento arquitetônico típico do Brasil, que consiste em um bloco modular com aberturas, feito originalmente de cimento ou barro, mas que hoje pode ser encontrado em diversos materiais, como vidro, cerâmica, metal, madeira e plástico.

A luminosidade suave preenche todo o ambiente, dando vida a sombras geométricas que o adornam. Uma brisa fresca adentra suavemente, enquanto o interior e o exterior estabelecem um diálogo entre o revelar e o ocultar. O cobogó, um elemento arquitetônico genuinamente brasileiro, encontra-se perfeitamente adaptado ao nosso clima tropical, representando uma tradição moderna que não para de inovar.

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Mas qual a sua origem?

A sua origem, a fascinante história que envolve seu nome, sua função prática, suas referências icônicas e como incorporá-lo na arquitetura. Essa criação brasileira tornou-se uma referência global devido à sua utilidade e ao charme característico de nossa cultura.

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Quer construír ou reformar?

Mas o que exatamente é o cobogó?

Trata-se de um elemento construtivo modular vazado, originalmente confeccionado em cimento ou barro, mas que agora pode ser encontrado em uma ampla variedade de materiais, como cerâmica e vidro. Esse bloco vazado pode ser usado como divisor de ambientes internos e externos, substituindo paredes ou aberturas, ou até mesmo como janelas em uma parede.

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Ao funcionar como um tijolo ou bloco de concreto, mas com uma estrutura vazada, o cobogó permite a entrada de luz e ventilação de um ambiente para outro, ou do exterior para o interior. É por isso que se tornou tão popular no Brasil e em regiões de clima tropical, ajudando a manter os espaços frescos e arejados.

A história e a origem do nome cobogó remontam à década de 1920, em Recife, quando foi criado por um grupo de engenheiros formado por Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis. O termo cobogó é resultado da combinação das primeiras sílabas de seus sobrenomes.

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Esse elemento arquitetônico possui influência da cultura árabe, em particular dos muxarabis, que eram divisórias internas feitas de madeira. Os muxarabis foram introduzidos no Brasil pelos portugueses e aqui evoluíram, adotando novas formas, materiais e usos. Inicialmente, o cobogó era confeccionado em cimento ou barro e utilizado em fachadas externas.

Após sua criação no Nordeste do Brasil, o cobogó espalhou-se pelo país, sendo amplamente utilizado em residências, casas e edifícios. O renomado arquiteto Lúcio Costa desempenhou um papel fundamental na popularização do cobogó, incorporando-o à arquitetura moderna brasileira.

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Um dos exemplos mais marcantes do uso do cobogó nessa época encontra-se em Brasília, nos projetos de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Nesses projetos, os painéis de cobogó aparecem nos andares térreos de importantes edifícios públicos, bem como em espaços residenciais, proporcionando uma combinação visual permeável e, ao mesmo tempo, mantendo a privacidade.

Outra obra importante do movimento modernista brasileiro onde o cobogó é utilizado para remeter à arquitetura colonial, porém com uma abordagem contemporânea, é o famoso Parque Eduardo Guinle, no Rio de Janeiro. Esses exemplos representam a capacidade do cobogó de se adaptar a diferentes estilos e contextos arquitetônicos.

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Atualmente, o cobogó pode ser aplicado de diversas maneiras, integrando-se a projetos arquitetônicos modernos e contemporâneos. Em residências, ele pode ser utilizado para criar divisórias sutis entre os ambientes, permitindo a passagem de luz e ventilação. Em espaços externos, como varandas e jardins de inverno, o cobogó controla a entrada de luz e adiciona personalidade ao ambiente.

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Além disso, o cobogó pode ser usado em corredores e áreas de circulação, filtrando a luz e criando sombras interessantes. Nos espaços públicos, o cobogó desempenha um papel importante, proporcionando uma conexão visual entre diferentes áreas sem comprometer a privacidade.

Inspirar-se é algo que não falta quando se trata de cobogó. Seja em elegantes halls de entrada, criando uma sutil separação entre os espaços, ou em espaços externos, como pátios e varandas, onde o cobogó melhora a qualidade espacial, conectando o interior com o exterior. Nas áreas úmidas, como cozinhas e banheiros, o cobogó permite a entrada de luz natural e ventilação, criando ambientes agradáveis e funcionais.

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O cobogó representa a tradição moderna da arquitetura brasileira, que continua sendo reinventada e apreciada em todo o mundo. Sua versatilidade, sustentabilidade e capacidade de criar espaços visualmente interessantes fazem dele um elemento arquitetônico único. Com o cobogó, a integração entre os espaços e a privacidade coexistem harmoniosamente, tornando-o uma escolha popular entre arquitetos e designers de interiores.

Jordan Lima

Arquiteto Jordan Lima é um escritório de arquitetura e urbanismo com experiência no desenvolvimento de projetos de média e grande complexidade. Unindo criatividade e qualidade arquitetônica com o conforto e bem estar, abordando a tecnologia e inovação.